– CAN’T PORTUGUESE? = google.translate.com
O artista contemporâneo se encontra diante do desafio de adentrar a mídia, que domina os sistemas de informação e comunicação e se produz por conta do consumismo, sem ser deglutido no cerne do próprio consumo: quero fazer do consumo uma arte?
Este manifesto é um convite a todos para uma reflexão sobre a fragmentação do pensamento corrente. O espaço “mundi” de arte inaugurado pela exposição múltipla MUNDIART em sua 3ª edição na cidade de Niterói, propõe, atravessarmos tempo-espaço-línguas-linguagens em uma troca contínua de palavras-pensamentos-sentimentos-movimentos-experiências na convergência de arte e tecnologia a serviço do exercício do estar-coletivo, do sentido de pertencimento. Agradecemos seu comment
Qual anfitrião de uma celebração a vir a ser, o artista, perseguidor do fazer artístico, aguarda…
…a…guarda … a…chuva…a…passar…
…arte se oficializa cultura, pátria, povo, educação erudição; cultivo de ligações iônicas, anacrônicas, sincrônicas…
….arte atravessa o campo das formas; leis; nomenclaturas…
sustenta
imanta emanações de vibrações silentes
mudas
talvez…
arte
talvez
artista
absorvido pelos altos volumes dos ruídos sociais…
fazer arte é revelar um olhar crítico
fazer arte é propiciar quietude
fazer arte é receber sua doação
Se, ‘o artista tem de ir aonde o povo está’:
o povo está sob marquises, espalhado descalço e sem camisa;
o povo está entre cobras e jargões, por cem anos adormecido -
cem vezes eu chamei
cem vezes eu esperei
cem vezes sem…vês?
o povo está póstumo nas primeiras páginas de jornais;
produto: subproduto de produtores de mercadorias de carne-e-ossos.
Arte fala
Arte cala
Arte passado ao futuro
Arte passado a limbo
A extrema automação da era da informação-incertezas-individualismo aponta desenhos-desígnios de realidades absurdamente detalhadas.
Imagens geram imagens num gigantesco quebra-cabeças.
Seres humanos e meio-ambiente parecem se perder em massas multifacetadas.
Máquinas, pseudo-criadoras, são aprisionadas por suas criaturas.
Impulsos instigantes produzem intrincadas seqüências de palavras: expressões; repressões; pulsões; expulsões; espasmos; excomunhões; exercícios de construção literária – passo contra passo – a seguir o tempo nosso passivamente repassado vai obliterar num sopro o sopro d’alma fustigada de fronte ao girar dos eixos e amortecedores…
Poderes entorpecem
Valores entorpecem
Prazeres entorpecem
A observação do cotidiano urbano aponta atos de gentileza que passam despercebidos, como os pilares escritos pelo profeta parecem desaparecer aos nossos olhares que sobrevivem imersos em suas rotinas delusórias; até que um ato outro venha ferir, interferir, desmanchar o colorido habitual da mesmice dos cenários, circos de asfalto nos quais estamos todos inseridos.
A claridade forte demais faz doer as vistas.
Se, em cada ser uma dor habita:
pensamos corretamente que morremos de fome, de miséria, de pobreza, de doenças, de dor.
Pensamos corretamente que educar é dar qualquer coisa para quem qualquer coisa abasta.
Esquecemos pra quem somos; por quê somos; aos que, sumos.
Vivemos um caos a clamar por calmaria.
Arte, educação e cultura: uma tríade para verter…plenitude.
Arte sempre
Arte pressente
Arte ausente
O galo canta para despertar os animais ao alvorecer do dia.
Ao romperem-se os códigos do rito do tempo-espaço da arte parece que o viver e o fazer artístico se mesclam em uma solução híbrida, uniformizada.
Assim seria como se o canto do galo perpassasse a linha da aurora e penetrasse na noite dos sonhos. Seu canto soaria como um canto sonhado e por isso a noite se prolongaria dia a dentro.
Qual viria a ser o sonho para o despertar?
Arte transeunte
Arte cama – mesa & banho
Arte rebanho
Se, o ser que é humano é artista:
ele aprende com sua natureza; a ela se dedica e como resposta faz arte por toda parte.
Arte sorvente
Arte rente
Arte transforma ação
Arte percorre múltiplas direções
Arte chama
Arte usa
Arte refaz
Se instantes de beleza puderem ressoar: sutis seres gentis, no trabalho, no dia-a-dia, nas massas, nas multidões; sutis seres gentis nas ruas, nos campos, nos cantos dos universos que se atravessam, que se interconectam; sutis seres gentis todos somos? Pensamos?Queremos ver? Podemos ser?
Se, o pilar de concreto é constituído por uma porção significante de água:
arte é como o tubo de uma onda prestes a estourar e tornar-se espuma e areia brancas
Arte flui
Arte ama
Arte inflama
Arte, aqui, vem se manifestar como a expressão sensível da consciência — consciência sensível.
A proposta deste manifesto é uma reflexão sobre a fragmentação do pensamento corrente.
Pensamento contemporâneo: paradigmático; paradoxal; paramétrico; para-poético.
Para-vida
Para-arte
Arte para quê?
Silvia Prado dos Anjos – NYLAIA para MUNDIART – 3ª edição
Niterói, 14 – 22 de dezembro de 2009
December 14, 2009 at 12:37 pm |
Vamos debaterm, Nylaia, vamos levar adiante até conseguirmos um antídoto para o veneno!
Bjs.
December 14, 2009 at 1:10 pm |
Vamos lá! postei um tradutor pra quem o português ficar distante. Vc já usou o tradukka.com? bjs nos vemos na quarta!