A ER(V)A – O PODER

O que torna legítimo o desejo de perseguição, a ânsia por destruição, a necessidade de ditar uma proibição?

Cobras, cipós, insetos, entre outros seres da natureza, alguns deles vêm a conter em sua estrutura orgânica, substâncias de alta periculosidade ao contato humano ou animal, podendo até mesmo conduzir à falência da vida.

Entretanto, tais seres habitam em liberdade seus ou outros ecossistemas; podem ser livremente estudados e pesquisados; estão liberados para que seres humanos possam estabelecer contato com eles.

Assim quanto maior a possibilidade de conhecer os mais diferenciados aspectos de uma substância, ser ou produto melhor se pode desenvolver estratégias para a convivência pacífica com o mesmo.

A semente da maconha ou canabis é reconhecida a milhares de anos, através de estudos ainda pouco difundidos no Brasil, como a matriz de uma planta que oferece inúmeras possibilidades de cultivo, utilização, otimização e aproveitamento das substância de sua composição – uso medicinal, uso nutricional, uso cosmético, uso industrial, uso de equilíbrio ambiental, uso educacional, para citar alguns.

Como pode que esta semente, ainda nos dias atuais da era da informação, do progresso tecnológico, de um mundo global interconectado seja considerada um mero agente a serviço do crime organizado?

Sua proibição demonstra, em essência um intenso e continuado exercício de desrespeito à própria natureza.

Um ato de preconceito contra a vida.

O que aconteceria se por motivos quaisquer se iniciasse uma campanha para o extermínio das rosas?

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